Quatorze dicas para fazer reformas verdes em prédios antigos

A palavra sustentabilidade é associada a grande parte dos novos empreendimentos. Mas, segundo o gerente técnico do Green Building Council Brasil, organização não-governamental que fomenta a indústria da construção sustentável no País, Marcos Casado, e a arquiteta e sócia-diretora da Casa do Futuro.com, Rosana Corrêa, as antigas edificações, até as cinquentenárias, podem fazer algumas adaptações para entrarem no mundo sustentável. Os gastos podem ser pequenos, a partir de R$ 100. Tudo vai depender em que o prédio pretende investir. Pensando nisso, veja aqui 14 dicas que a dupla de especialistas listou para síndicos, moradores e administradoras de condomínios que desejam realizar reformas nessas construções tão comuns nas grandes cidades brasileiras.

 

Até as edificações antigas podem fazer algumas adaptações para entrarem no mundo sustentável (Fotos: Thinkstock)

“O primeiro passo para que os condomínios tomem medidas com vistas à sustentabilidade seria a conscientização de moradores e funcionários para que todos entendam os reais valores e importância das ações, assim como as vantagens que trazem para o meio ambiente, para o bolso e para a saúde“, acrescenta Rosana Corrêa.

1. Implantação de bicicletário;

2. Coleta e aproveitamento de águas de chuva e de drenos de ar condicionados, com filtragem simples para lavagem de carros e irrigação. Isso vai depender da estrutura fisica dos prédios; se é fácil colocar mais uma caixa d’agua; se tem estrutura que aguenta. Em alguns prédios, é preciso passar tubulação nova. O custo gira em torno de R$ 15 mil;

3, Uso de tintas e vernizes com baixo composto orgânico volátil;

4. Medições individuais de água;

5. Automação simples e “inteligente” de iluminação.

Lâmpadas que consomem menos devem ser colocadas em áreas onde há maior fluxo de pessoas

“Conheço um condomínio onde as lâmpadas eram acesas pelo interruptor tipo minuteria. A síndica instalou sensores de presença e agora, mesmo com a luz do dia, as lâmpadas acendem automaticamente. Para piorar, são lâmpadas fluorescentes, que não devem ser acesas com frequência, pois têm sua vida útil reduzida e consomem muita energia para acender. Enfim, a tecnologia instalada aumentou o consumo em vez de reduzir”, conta Rosana.

De acordo com Marcos Casado, esses sensores devem ser instalados em locais de menor fluxo, como garagens, corredores e depósitos.

6. Reaproveitamento de materiais já existentes ou compra de materiais de reuso, assim como de madeiras certificadas ou de reflorestamento;

7. Aproveitamento da luz e ventilação natural, com novas aberturas no empreendimento;

Coleta seletiva

8. Substituição do telhado comum por telhas claras. Ou coberturas vegetadas (telhados verdes). Com técnicas e sistemas atuais, é possível ter telhados verdes para áreas de lazer ou não, sem necessidade de reforço estrutural ou grandes obras. Esta característica pode revitalizar importantes espaços não ocupados dos condomínios e valorizar os imóveis, além de contribuir para redução de cargas térmicas e do efeito ilha de calor das cidades. A manutenção não é cara, deve ser feita a cada três meses;

9. Aproveitamento de água pluvial para reuso;

10. Troca de bacias sanitárias antigas por novas com capacidade de 6 litros ou a vácuo;

11. Inspeção ou troca de torneiras, chuveiros e vasos sanitários. Ou instalação de aeradores e restritores de vazão, o que é bem barato. O gasto gira em torno de R$ 100;

12. Troca “inteligente” de lâmpadas. A troca tem que ser bem estudada, recomenda Rosana.

13. Automação de irrigação e bombas. Não é caro, basta, em alguns casos, instalar temporizadores (timmers);

14. Coleta seletiva (separação de lixo e óleo de cozinha). (O Globo)

(Conteúdo Revista Zap Imóveis )